Pré-candidato a presidente dos EUA quer cobrar impostos de igrejas que não acatarem união LGBT

Pré-candidato a presidente dos EUA quer cobrar impostos de igrejas que não acatarem união LGBT

11 de Out de 2019

Um político de esquerda dos Estados Unidos que se apresentou como pré-candidato à presidência pelo Partido Democrata quer acabar com a isenção de impostos de igrejas e entidades religiosas que não concordem com a união de pessoas do mesmo sexo, popularmente chamada de "casamento gay".

Beto O´Rourke, ex-deputado federal pelo Texas, declarou em um debate realizado pela emissora progressista CNN que igrejas, instituições de caridade e outras instituições religiosas que se oponham ao casamento entre pessoas do mesmo sexo devem perder a isenção de impostos.

No debate, ele declarou que se for vencedor das eleições presidenciais em 2020 na disputa contra Donald Trump, essa é uma política que ele procurará aplicar rapidamente por ação executiva, de acordo com o capítulo sobre LGBT de seu plano de governo.

"Apesar do progresso que fizemos, membros da comunidade LGBTQ+ têm vidas negadas, livres de medo ou discriminação. A administração do presidente Trump assumiu a missão de reverter as proteções para a comunidade LGBTQ+, principalmente os americanos transgêneros, desafiando sua garantia constitucional de proteção igual. Beto tomará uma ação executiva imediata para encerrar o ataque aos direitos LGBTQ + e promulgar políticas que estejam em conformidade com nossas leis e valores", diz o texto do plano de governo do pré-candidato.

No programa da CNN, o Beto O´Rourke tentou justificar sua medida de perseguição religiosa: "Não pode haver recompensa, benefício ou benefício fiscal para qualquer pessoa ou instituição, organização nos Estados Unidos que negue todos os direitos humanos e todos os direitos civis de cada um de nós. E como presidente, vamos para fazer disso uma prioridade e vamos parar aqueles que violam os direitos humanos de nossos colegas americanos".

De acordo com informações do portal The Christian Post, em seu plano de governo, o político esquerdista diz que reverterá a "tentativa do presidente Donald Trump" de "expandir as isenções religiosas para permitir a discriminação ou prejudicar outras pessoas".